Casal que matou taxista não demonstra remorso e estava drogado, diz delegado

O casal Pablo da Costa Rodrigues e Jaqueline Ribeiro da Silva não demonstraram remorso ou culpa, após confessar a morte do taxista Julho Cesar Rodrigues, 44. A vítima foi assassinada com 14 facadas, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521 km de Cuiabá), após roubo do veículo, dois celulares e R$ 392 em dinheiro. A vítima não reagiu ao crime e teria pedido ao casal para não o matarem, por ter filhos pequenos. Antes de morrer, se despediu das crianças. As informações sobre este caso, de grande repercussão, foram repassadas ao  pelo delegado Clayton Queiroz Moura, que conduz inquérito policial.

Os dois ainda continuam presos em Vila Bela. Segundo o delegado Clayton, confessaram o crime com a maior naturalidade. “Não demonstraram remorso ou arrependimento”, frisa. A justificativa que o casal deu é que estavam sob efeito de droga.

Não demonstraram remorso ou arrependimento

delegado Clayton Queiroz de Moura

De acordo com Clayton, Jaqueline foi quem pediu a Pablo para matar Julho. O taxista não teria reagido ao roubo.

O taxista chegou a ser atendido e encaminhado ao hospital de Vila Bela. Mas, ao ser transferido para o Hospital Regional de Cáceres, não resistiu e veio a óbito.

Com Pablo, os policiais encontraram os dois celulares de Julho. Já Jaqueline estava com R$ 392 que pertenciam ao taxista. A intenção principal do crime era levar o carro para a Bolívia e trocar por droga.

O casal contou ao delegado que, antes de chamar o táxi, eles se drogaram. Por celular, chamaram Julho para uma corrida de Pontes e Lacerda a Vila Bela. Pararam em uma região de mata onde roubaram dinheiro, celular e o veículo de Julho. Na fuga, erraram o caminho e abandonaram o veículo. Retornaram a pé para pegar outro caminho em direção à fronteira. Nesse meio tempo, a Polícia Civil recebeu a informação do crime e, junto com a Polícia Militar, prendeu os suspeitos.

Clayton contou que a PC seguiu na frente por estarem em veículo descaracterizado e populares relataram que estranhos caminhavam pela estrada. Ao se aproximar do casal, pediram carona. Pelo fato do veículo não ter identificação e estar sujo de poeira e terra, não desconfiaram que se tratava de um carro oficial de polícia.

Os policiais constataram que a roupa dos dois estava suja de sangue. Eles também perceberam que Pablo e Jaqueline exalavam forte cheiro e estavam “elétricos” por conta do uso da droga. Logo que os agentes se anunciaram, já falaram do crime e os dois foram presos em flagrante.

Após a confissão, levaram os policiais até onde o veículo estava parado. Jaqueline tinha deixado também um par de tênis ao lado do carro. Ela autorizou para que os agentes vissem a ligação feita ao taxista pelo celular para chamar a corrida.

A faca usada no latrocínio ainda não foi localizada. O delegado Clayton disse que foram feitas buscas na mata, mas, como Pablo e Jaqueline caminharam por diversos trechos na zona rural, o objeto ainda não foi encontrado.

Pablo e Jaqueline são dependentes químicos. Os dois têm diversas passagens pela polícia por roubo e furto. Inclusive, Pablo chegou a ser internado várias vezes em clínicas para tratar o vício. Os dois devem responder na Justiça pelo crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte.

Fonte: https://www.rdnews.com.br/policia/casal-que-matou-taxista-nao-demonstra-remorso-e-estava-drogado-diz-delegado/111765  

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