Cantora de MT incentiva criação de abelhas sem ferrão que podem ser lucrativas na produção de mel e própolis

Mato Grosso se destaca na criação de abelhas sem ferrão, importantes para ampliar a produção agrícola e também de mel pelo país.

A cantora Vanessa da Mata é uma grande incentivadora do aumento da criação dessas espécies de abelha, que ultrapassa 250 no Brasil.

Elas produzem menos mel, mas podem ser mais lucrativas de outras maneiras como, por exemplo, na extração do própolis. Além disso, podem ajudar no aumento da produtividade das lavouras.

Vanessa, que é de Alto Garças, a 365 km de Cuiabá, local onde mora a família da cantora, incentivou a mãe a criar duas espécies: a jatai e a uruçu cinzenta, que é maior e considerada uma grande produtora de mel. Elas não têm nada a ver com as abelhas europeias e africanas.

Vanessa da Mata levou até o sítio da família uma pesquisadora na Universidade estadual do Sudoeste da Bahia, Genna Souza, que explicou para a comunidade a importância das abelhas sem ferrão.

“Se as abelhas forem introduzidas nas lavouras de soja, um estudo realizado aponta que pode se obter 5% no aumento da produção. Então a gente dissemina essa ideia de criar abelhas junto das plantações, numa tentativa de preservar e conservar esses polenizadores que são importantíssimos para nosso bioma”, diz a pesquisadora.

A cantora diz que as abelhas precisam ser respeitadas e são um dos assuntos mais discutidos no meio rural. “Um depende do outro e o ser humano depende desse bichinho que faz o mel com tamanha gentileza e precisa ser visto e entendido”, afirmou.

“No caso de abelhas sem ferrão não há a necessidade de utilizar macacão, fumaça e esses equipamentos pesados que na apicultura, geralmente, se usa. O pólen e própolis produzidos pelas abelhas possuem benefícios medicinais, e o mel é muito saboroso. Todos esses produtos têm valor comercial”, explica a pesquisadora.

Em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, Magnon Silva Réa, meliponicultor, cria abrlhas sem ferrão há cerca de 15 anos no quintal de casa.

Ele adaptou o local plantando flores como alfazema, coroa de cristo, alfavaca e resedá, que são ricas em néctar, importante fonte de alimento para as abelhas.

Ele cria duas espécies: a jatai, que é menor, e a mandaguari, considerada forte, com capacidade para resistir ao ambiente urbano, e dificuldades impostas pela própria natureza.

A cada ano, o produtor faz em média 15 iscas para captura de novos enxames. “Crianças mexem, pessoas idosas. Animais passam perto e não há ataque porque elas não têm ferrão. O ferrão é atrofiado”, explica ele.

Na época de pouca florada, os enxames menores recebem alimento preparado pelo próprio Magon. Um xarope artesanal que leva em sua composição água, açúcar e capim cidreira. As vezes ele até vende alguns desses enxames, mas o forte é a preservação das espécies.

Quanto ao mel que essas abelhas produzem, a Jatai, até produz até um litro por ano, e a mandaguari, até cinco litros. Por enquanto, o mel produzido é consumido pela própria família, mas Magnon garante que pretende começar a vender.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

contato: contato@airnews.com.br / fones: +55 (65) XXXX-XXXX ou +55 (65) XXXXX-XXXX