Ajuda humanitária para a Venezuela chega à fronteira com a Colômbia; ponte continua bloqueada

G1

Os primeiros caminhões com alimentos e remédios destinados à Venezuela chegaram na tarde desta quinta-feira (7) à fronteira com a Colômbia. No entanto, a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos ainda aguarda o desbloqueio das pontes entre os dois países sul-americanos, fechadas há dois dias por militares leais a Nicolás Maduro, segundo deputados de oposição ao chavista.

De acordo com a agência Reuters, os EUA pretendem manter a ajuda humanitária no local até que os chavistas retirem o bloqueio. No entanto, o enviado especial do governo norte-americano à Venezuela, Elliot Abrams, disse que os caminhões com os mantimentos “não vão forçar a passagem”.

Maduro acusa os EUA de tentarem uma intervenção militar mascarada pela chegada dos caminhões com a ajuda humanitária – que também foi criticada pelo governo russo.

Além disso, o jornal “El Universal” diz que a ponte Tienditas – bloqueada por três caminhões – ainda não foi inaugurada. Porém, segundo a imprensa, seria uma das rotas para a entrada de remessas de alimentos e remédios do exterior.

O deputado Franklyn Duarte afirmou à AFP que a passagem na ponte foi bloqueada depois que um incidente confuso ocorreu em Ureña – lado venezuelano da fronteira – depois que soldados chegaram em veículos blindados para vigiar a área. Três pessoas ficaram feridas, segundo ele, depois que um tanque atingiu alguns motociclistas.

Dias antes, o presidente interino declarado da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou que as Forças Armadas planejavam “roubar” a ajuda internacional organizada por ele, incluindo alimentos e medicamentos, para que a distribuição fique a cargo do governo de Nicolás Maduro.

EUA cancelam vistos de chavistas

O governo dos Estados Unidos também anunciou nesta tarde que cancelará vistos de integrantes da Assembleia Constituinte – controlada pelo regime chavista e paralela à Assembleia Nacional presidida por Guaidó.

O enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliot Abrams, disse que o tempo de diálogo com Maduro acabou, “exceto para negociar a partida” do chavista do país.

Os EUA foram o primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino, seguidos pela maioria dos países da América do Sul, como o Brasil.

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