ONU diz que assassinato de Khashoggi foi ‘planejado e perpetrado’ por funcionários da Arábia Saudita

G1

Especialistas da ONU que investigam a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi afirmam que evidências indicam que ele foi “vítima de um brutal e premeditado assassinato, planejado e perpetrado por funcionários do Estado da Arábia Saudita”.

Khashoggi, colunista do jornal americano “The Washington Post” e crítico da monarquia de seu país, foi assassinado por agentes sauditas em 2 de outubro no consulado do seu país em Istambul, um crime que gerou uma onda de indignação e condenação da comunidade internacional.

A Arábia Saudita admitiu que o jornalista foi morto por funcionários sauditas – a morte teria acontecido depois de uma briga -, mas sempre negou qualquer envolvimento do príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salmán. Já a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) concluiu em novembro que o príncipe ordenou o assassinato.

Segundo o comunicado emitido nesta quinta-feira (7) pela relatora da ONU que liderou a investigação, Agnes Callamard, a Arábia Saudita também “minou seriamente” os esforços da Turquia de investigar o caso.

Callamard afirmou que sua equipe teve acesso a parte da gravação de áudio que foi obtida pela Inteligência da Turquia e a classificou de “terrível”. Também afirmou que tem “grandes preocupações” quanto à justiça dos processos na Arábia Saudita contra 11 acusados pela morte do jornalista.

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